28 outubro 2012

Uma lição concluída e uma segunda a caminho, meia página de um artigo, ridiculamente jogado para o amanhã. Meu coração empresta forças de uma outra pessoa que mora dentro de mim, desse modo existe a esperança que dispara ao léu, mas que jamais me reintegrará a minha ignorante condição de unidade anterior. Gostaria de ser mais corajosa para consolidar atitudes hoje, mas não posso. Estou reunindo tudo que tenho para apenas respirar, a sobrevivência está difícil quando a pedida é a vida, e esta é a questão.

27 outubro 2012

Falar ao acaso pode parecer patético, já que o uso da linguagem sempre requer a objetivação. No entanto, quando as respostas não lhe servem e o objetivo se esvai, a linguagem perdida pode jogar o jogo do avesso e quiça demonstrar mais do que um mero acaso.
Estava eu, decidida e morna, a seguir por uma estrada sem fim, quando descobri uma bifurcação que me fez lembrar que elas existem, elas, as bifurcações. Tenho vontade de me embrenhar numa delas, ou de visitá-las todas para desfrutar da minha capacidade sempre presente, a curiosidade. No entanto, posso esquecer o prazer de andar por um caminho mais largo e pomposo, nem tão seguro, porque nada é, mas certamente mais estável, como a beleza de um lago.
Dormi o dia todo e busquei me perder no inconsciente ao invés de digerir a noite passada, mesmo assim, a procrastinação não rendeu-me um bom desfecho. Ficarei toda contorcida a noite toda nesse debate, enquanto meu artigo repousa a espera de um milagre. Farei tudo, até escrever um texto para registrar que as certezas se esvaem exatamente quando as temos, só para demonstrar a nós nossa miséria, ou para nos presentear com mais moedas de ouro, ainda não sei disso também. Contudo, obrigada universo pela conspiração eterna em que estou envolta, que a continuação seja tão bela quanto o início.